Infância
Beto de Alberto? De Humberto? De Norberto? Por causa do apelido de infância, pouca gente sabe o nome dele completo.
Beto Mansur com 5 anos
Sempre foi Beto pra cá, Beto pra lá… e o diminutivo "pegou". Mas o Beto dos eleitores, da família e dos amigos foi registrado com o nome de Paulo Roberto Gomes Mansur. Ele nasceu na cidade de São Vicente, no litoral paulista, no dia 7 de julho de 1951. Estava começando uma década marcada pela Guerra Fria, pela volta de Getúlio Vargas ao Poder e pelo início de uma era dourada para o futebol brasileiro.
Dona Nena, mãe de Beto, é filha de portugueses, e nasceu na capital paulista. Seo Paulo, o pai, nasceu em Igarapava, no interior do estado, e era filho de sírios. Os dois se conheceram em São Vicente e com apenas dois meses de namoro se casaram.
Quando Beto nasceu, Dona Nena e Seo Paulo já tinham duas meninas, a Maria Cristina e a Neuza. Depois, veio Gilberto, o "caçula" da turma. Nessa época, os pais moravam no edifício Jomar, na praia do Gonzaguinha.
Dona Nena, filhos: Maria, Gil, Neusa e Beto Mansur
"Quando o Brasil ganhou a primeira Copa do Mundo, eu tinha 7 anos e costumava jogar bola na praia. Não era nenhum craque, mas me lembro que me divertia muito", recorda Beto. A primeira escola de Beto foi o "grupão", na praça dos Correios, no centro da cidade.
Nesse tempo, Seo Paulo já era dono da rádio Cultura de São Vicente, onde Beto Mansur começou a trabalhar. Beto ficava nos bastidores enquanto Seo Paulo fazia o programa "A Voz do Povo".
Era um programa voltado para os trabalhadores e a população mais carente. " Quando a antiga Companhia Siderúrgica Paulista- COSIPA foi construída, muita gente foi trabalhar por lá porque ouvia o programa dele". Seo Paulo era um militante político e em 1962 foi eleito deputado federal.
Beto com o pai Paulo Jorge Mansur
"Meu pai defendia os direitos dos portuários e incentivou muitas greves no cais de Santos". Em 64, quando Beto já estava com 13 anos, veio o golpe militar.
Logo depois da instalação do golpe, o pai dele foi até Montevideo visitar o amigo e compadre Jango (presidente João Goulart), que estava num hospital, exilado. "Eu e meu irmão fomos com ele e ainda me lembro dos dois falando se seria interessante fazer uma contra-revolução".
Tempos depois, Seo Paulo foi cassado e nunca mais voltou para a política. "Quando veio o Dops, no dia da cassação, meu pai estava em casa. Nós sabíamos que muitos morriam ou sumiam nessa época, por isso ficamos muito preocupados. Meu pai chegou a ficar preso no navio Raul Soares. Foi um período difícil e de muitas injustiças, tanto que durante muito tempo eu não quis saber de política", confessa Mansur

Abertura do Santos Export 2011
1º sessão da Câmara de Santos no Castelinho






